Mudança: tomar as rédeas da própria vida

Tomar as rédeas da própria vida e mudar nunca será uma tarefa fácil, mas eu decidi fazer isso! Lembra das minhas conclusões de final de ano?

Uma das maiores mudanças que eu pude desejar em 2011 foi tomar as rédeas da minha própria vida. E você sabe o que isso quer dizer?

Mudança: tomar as rédeas da própria vida

Vamos aos fatos:

Eu trabalhava, ganhava meus caraminguás, estudava, namorava, blogava e vivia uma vida normal, com problemas e prazeres. Num certo momento eu constatei que nada do que tinha na minha vida tinha dado 100% certo (aos meus olhos), pois não me agradava 100%.

Trabalhava com algo que, por mais que eu gostasse, não me enchia os olhos. Estudava algo que gosto, mas não fazia meu coração disparar e meu namoro, bem, só posso dizer que era doente, triste e doente, estava cercado de sentimentos vindos de uma pessoa doente que só fez mal!

Mas, ainda assim eu era feliz e só… (vocês vão entender essa frase no final desse post).

O que a gente faz quando percebe isso? No meu caso, eu não fiz nada! Eu sentia tudo isso e dizia: “eu sou feliz o que mais posso querer?”.

Nesse cenário eu fiquei por muito tempo, era quase uma cegueira, uma apatia, frieza, imaturidade ou sei lá o quê! Antes disso eu estava saindo da adolescência, me despedindo do meu Pai (que hoje me olha do céu com um sorriso enorme), curtindo baladinhas pela 1° vez na vida, deixando de lado a vida na Igreja… Era uma criança.

De agosto de 2009 à janeiro de 2011 eu passei por uma apatia absurda, me conformei com o ~normal~, segui planos que não eram meus julgando ser o certo a fazer…

Enfim, eu era feliz, mas não tinha brilho nos olhos, não tinha tesão na vida! Me enquadrei numa fôrma que não era a minha e só percebi isso quando TUDO deu errado e, aí sim, eu tomei as rédeas da minha vida.

Tudo deu errado assim: Acabou o namoro, chorei, dei de louco, mas depois me deu alívio danado (coisa de homem né?). De tanto surtar com o trabalho pedi as contas da empresa para arriscar mudar de profissão – sem nada certo em vista – arranjei um freela para trabalhar com o que AMO (internet e comunicação) fui ganhar mais do que no meu emprego “certinho” – durou 6 meses – logo em seguida estava numa agência de publicidade.

Quando o mundo certinho e perfeitinho acabou eu arrisquei fazer diferente, fazer o que eu queria fazer! Fazer aquilo que muitos diziam ser incerto, inseguro e etc… E fiz! Com medo, insegura, mas fiz com tesão de fazer! Com vontade de dar certo, com garra para encarar chuva, sol, fome e falta de grana só por um objetivo: fazer o que me motiva!

Não foi fácil! Tinha dias de grana miúda no bolso que eu pensava assim: “pots, quando era CLT eu tinha vale refeição”, mas na mesma hora eu me chamava de esfomeada, pensava no corpinho 36 que tinha que manter e ria da minha situação.

Quando batia um desespero por não passar na entrevista daquela agência tão sonhada eu sentava numa praça, debaixo do sol escaldante e ficava lá até os pensamentos ruins derreterem no calor.

Fiz o possível para não reclamar com ninguém, isso já foi uma das maiores mudanças no meu comportamento. Me coloquei sozinho diante desses obstáculos e não achava justo dividir lamentos com ninguém.

Me tornei mais analítico, mais quieto e encontrei forças em mim e, claro, no sorriso da minha mãe no final de cada dia, no abraço dos sobrinhos, nos papos descontraídos com as amigos e não contei para ninguém as “merdas” que me aconteceram, nem twittei sobre, nem escrevi, só superei, lutando!

Passei a me curtir e me respeitar mais, aprendi a ser sozinho e “coletivo” quando necessário, sem me cobrar nada, sem exigir de mim um sorriso quando eu queria mesmo era ficar de cara feia. Passei a aproveitar meus momentos ruins e bons de forma mais intensa e única!

Parei de me importar com o “ideal” alheio, com o perfeito, com o lindo… Fiquei mais humano, mais real! E a vida retribuiu tudo isso grandemente, o mundo girou e deu voltas até me deixar tonta e sem folêgo, rindo a toa!

O sacríficio ainda existe, mas ele tem valido cada uma das penas. Faria tudo de novo se fosse preciso.

Tomar as rédeas da própria vida, para mim, significa assumir riscos, mudar posturas, comportamentos e ser o único responsável pela minha motivação, pela minha capacidade de superação e – acima de tudo – pela minha felicidade plena e total satisfação.

Hoje eu sou feliz, tenho prazer em ser quem sou e estar onde estou! As mudanças não pararam no emprego, nem na postura… Mas, isso é assunto para um outro post :)

Já tomou as rédeas da sua vida? Como foi? Vamos papear e aprender juntos!